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O começo do blog... A paixão arrebentadora
Resolvi escrever para o mundo sobre meus dias. Toda pessoa tem seu encanto, seus medos, suas paixões e suas incertezas. Tenho 30 anos, casado e um filho maravilhoso (não poderia deixar de ser). Acho que a decisão de escrever é decorrente da angústia que sinto. Qual caminho seguir? Posso continuar vivendo uma paixão proibida? Posso continuar apaixonado por uma menina de 18 anos que já é mulher? E a família, seio das realizações perante a nossa sociedade? Como me entregar aos devaneios de uma mulher que virou, literalmente, minha cabeça. Não sei se alguém vai ler isso algum dia, mas a angústia que sinto é por paixão, por amor, por tudo isso que sinto que parece ser a coisa mais maravilhosa do mundo quando estou com ela...
Domingo, 12 de setembro de 2004.
Ontem à noite liguei pra ela quando guardei o carro. A saudade apertava meu peito, chegava a doer. Precisava ouvir a voz dela. Sentí-la perto de mim. Estava lá, deitada, esperando minha voz, meu corpo, meu calor. E eu casado, sem coragem de largar a minha esposa. Um amigo disse-me que não devemos acabar um casamento por outra mulher e sim pela que estamos casados. Minha esposa também me dá carinho e atenção. É a mãe do meu filho. Íntegra, bela, ideal. Mas e a paixão? Esse fogo que me arrebenta quando estou com a minha moreninha? E sentir meu coração batendo mais forte quando sinto a sua presença! E a maneira como fazemos amor? E nossa sintonia, perfeita como a dança embaladada de dois corações? Ah, minha moreninha, minha putinha, meu novo amor... Chegaste em mim quando eu imaginava ter tudo. E te alojaste em meu peito duma forma como ninguém nunca fez. Outras passaram, outras ficaram por pouco tempo. Coisas da vida, coisas de um homem. Mas vc minha morena, ah!! Minha morena. Que paixão, que dor, que amor, que triste sou ao não poder ser seu. Entreguei-me de corpo e alma a alguém que não poderia me entregar. Tenho medo. Medo de ser feliz?
Hoje, domingo, pude vê-la. Estava com a manta laranja que dei a ela no dia dos namorados. Sua blusa branca e laranja combinavam com seus brincos também laranja. Estava linda, esplêndida, maravilhosa. Senti orgulho e felicidade em tê-la ao meu lado. Seus cabelos estavam sedosos, leves, cheirosos. Estou perdidamente apaixonado por essa morena. A minha morena. Que loucura querer que ela seja minha, se não sou dela. Pensei outras vezes que essa paixão fosse por uma estação, mas está tão plena e tão grande em mim que tenho certeza que nunca senti isso antes.
O que posso fazer? O que posso dizer? Nada prometer, nada dar em troca de tudo que sinto. Dura é a minha forma de amar. Porque entrou em minha vida agora, quando meu filho e minha esposa dependem de mim, dependem do círculo familiar? Seria tolo pensar que deixaria meu lar se não tenho certeza que quero fazer isso. Minha relação com a minha esposa está morrendo. Aos poucos. Afundando, mas com bote salva-vidas. Se eu não gostasse mais dela, tudo faria sentido.
Decidi escrever hoje porque não aguento mais essa dor que me queima... O amor prega suas peças... Te amo Bruna Nunes... Minha morena
Escrito por Ariano às 20h43
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